Lúcia Murat
Filmografia
Atividade: Diretora, Roteirista e Produtora.
Nacionalidade: Brasileira
Principais prêmios e indicações:
- 19 vitórias e 24 indicações no total
- Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) 2025 – Menção Especial do Júri Jovem (Generation 14 Plus) – Hora do Recreio (VENCEDOR)
- Festival Internacional de Cinema de Chicago 2018 – Melhor Filme – Praça Paris (INDICADO)
- Festival de Gramado 2011 – Kikito de Melhor Filme – Uma Longa Viagem (VENCEDOR)
- Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata 2005 – Melhor Filme Ibero-Americano – Quase Dois Irmãos (VENCEDOR)
- FIPRESCI – Festival do Rio 2004 – Melhor Filme Latino-Americano – Quase Dois Irmãos (VENCEDOR)
- Festival do Rio 2004 – Melhor Direção – Quase Dois Irmãos (VENCEDOR)
Citação:
“Todas as nossas histórias dolorosas são jogadas para debaixo do tapete.”
Curiosidades:
- Foi presa e torturada pelo DOI-CODI durante a ditadura militar, experiência que atravessa grande parte de sua obra.
- Seu primeiro longa-metragem, Que Bom Te Ver Viva (1989), tornou-se obra de referência sobre memória e repressão política no cinema brasileiro.
- É considerada uma das cineastas brasileiras com maior presença contínua em festivais internacionais ao longo de mais de quatro décadas.
- Trabalha frequentemente na fronteira entre documentário e ficção, utilizando relatos reais como base narrativa.
- Em 2025, teve uma mostra retrospectiva dedicada à sua obra, celebrando cerca de 40 anos de carreira.
Biografia
Nascida no Rio de Janeiro em 1948, Lúcia Murat iniciou sua trajetória artística após viver intensamente a militância política durante a ditadura militar brasileira, período em que foi presa e torturada. Essa vivência se transformou em matéria-prima central de sua obra cinematográfica, marcada pelo compromisso com a memória histórica, os direitos humanos e a justiça social.
Desde Que Bom Te Ver Viva (1989), Murat construiu uma filmografia sólida e reconhecida internacionalmente, com títulos premiados como Quase Dois Irmãos e Uma Longa Viagem. Seu cinema é reconhecido pela abordagem humanista, pela complexidade de seus personagens e pela recusa a visões simplistas sobre violência, política e identidade brasileira.