Jafar Panahi

Nascimento: 11/07/1960
Atividade: Cineasta, roteirista e editor.
Nacionalidade: Irã

Principais prêmios e indicações:

  • 77 Vitórias e 105 indicações relevantes.
  • Festival de Cannes 2025 – Palma de Ouro – Foi Apenas um Acidente / It Was Just an Accident (VENCEDOR)
  • Festival de Veneza 2022 – Prêmio Especial do Júri – Sem Ursos (VENCEDOR)
  • Festival de Cannes 2018 – Melhor Roteiro – Três Faces (VENCEDOR)
  • Festival de Berlim 2015 – Urso de Ouro – Táxi Teerã (VENCEDOR)
  • Festival de Berlim 2013 – Urso de Prata de Melhor Roteiro – Cortinas Fechadas (VENCEDOR)
  • Festival de Berlim 2006 – Urso de Prata (Grande Prêmio do Júri) – Fora do Jogo / Offside (VENCEDOR)
  • Festival de Cannes 2003 – Un Certain Regard / Prêmio do Júri – Ouro Carmim / Crimson Gold (VENCEDOR)
  • Festival de Veneza 2000 – Leão de Ouro – O Círculo (VENCEDOR)
  • Festival de Locarno 1997 – Leopardo de Ouro – O Espelho (VENCEDOR)
  • Festival de Cannes 1995 – Caméra d’Or – O Balão Branco (VENCEDOR)

Citação:

“Quando um cineasta não faz filmes, é como se estivesse preso.” - Jafar Panahi
“Nos meus filmes, o importante é o fator humano” - Jafar Panahi

Curiosidades:

  • O filme “Isto Não É um Filme” (2011) foi contrabandeado dentro de um pen-drive escondido em um bolo para chegar ao Festival de Cannes.
  • A Imovision realizou uma Mostra Jafar Panahi no Brasil, exibindo seus principais filmes, incluindo “O Balão Branco”, “Táxi Teerã”, “Três Faces” e “Sem Ursos”.
  • “Táxi Teerã” teve lançamento oficial no Brasil e ganhou forte destaque na imprensa e no circuito de arte, marcando sua chegada ao Brasil.
  • É um dos raríssimos diretores na história a conquistar Leão de Ouro (Veneza), Urso de Ouro (Berlim) e Palma de Ouro (Cannes) - a “tríplice coroa” do cinema, que o leva à categoria de um dos melhores cineastas do mundo.

Biografia

Jafar Panahi é um dos nomes centrais do cinema iraniano contemporâneo e uma das vozes mais reconhecidas internacionalmente da Nova Onda do Irã. Desde sua estreia com “O Balão Branco” (1995), vencedor da Caméra d’Or, suas obras tornaram-se referência mundial por retratar, com realismo e uma precisão emocional rara, temas ligados à infância, às mulheres e às tensões sociais de um país em constante transformação. Ao longo da carreira, conquistou o Leão de Ouro em Veneza, o Urso de Ouro em Berlim e a Palma de Ouro em Cannes — um feito histórico que o coloca entre os cineastas mais premiados do mundo.

Mesmo enfrentando censura e períodos de prisão, Panahi continuou a filmar de maneira clandestina, criando títulos essenciais como “Isto Não É um Filme” (2011), “Cortinas Fechadas” (2013) e “Sem Ursos” (2022). Seu cinema encontrou forte ressonância internacional e, especialmente na América Latina, desenvolveu grande relevância cultural: hoje, a Reserva Imovision reúne a maior coleção de filmes iranianos da região, incluindo grande parte da filmografia de Panahi, tornando-se uma das principais portas de entrada para o público que busca conhecer sua obra e o cinema persa contemporâneo.