Hector Babenco
Filmografia
Atividade: Diretor, Roteirista e Produtor
Nacionalidade: Argentina
Principais prêmios e indicações:
- 24 vitórias e 20 indicações no total
- Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – 2004 – Melhor Direção – Carandiru (VENCEDOR)
- Festival Internacional de Cinema de Cartagena – 2004 – Melhor Filme – Carandiru (VENCEDOR)
- Festival de Cannes – 2003 – Palma de Ouro – Carandiru (INDICADO)
- Festival de Cannes – 1998 – Palma de Ouro – Coração Iluminado (INDICADO)
- Oscar – 1986 – Melhor Direção – O Beijo da Mulher-Aranha (INDICADO)
- Festival de Cannes – 1985 – Palma de Ouro – O Beijo da Mulher-Aranha (INDICADO)
- Festival de Locarno – 1981 – Leopardo de Prata – Pixote – A Lei do Mais Fraco (VENCEDOR)
- Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – 1977 – Prêmio do Público – Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (VENCEDOR)
Citação:
“Você não passa impunemente pelo que acontece com você. Cicatrizes ficam. Não no corpo, mas na alma.”
Curiosidades:
- Foi o primeiro diretor latino-americano indicado ao Oscar de Melhor Direção.
- Dirigiu três atuações indicadas ao Oscar, incluindo a vitória de William Hurt por O Beijo da Mulher-Aranha.
- Pixote – A Lei do Mais Fraco é considerado um dos filmes brasileiros mais influentes da história, frequentemente citado em listas internacionais de cinema essencial.
- Seu último filme, Meu Amigo Hindu, tem forte caráter autobiográfico e reflete sua luta contra o câncer.
- Sua vida e obra foram retratadas no documentário Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz.
Biografia
Héctor Eduardo Babenco nasceu em Mar del Plata, na Argentina, em 1946, e se estabeleceu definitivamente no Brasil no fim dos anos 1960, naturalizando-se brasileiro em 1977. Iniciou sua carreira no cinema com documentários e rapidamente se destacou por sua abordagem crua e empática de temas sociais, alcançando projeção nacional com Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia e reconhecimento internacional com Pixote – A Lei do Mais Fraco.
Sua consolidação internacional veio com O Beijo da Mulher-Aranha, que lhe rendeu indicação ao Oscar e abriu portas para produções nos Estados Unidos. Ao longo de quatro décadas, Babenco construiu uma filmografia coerente e impactante, alternando entre grandes produções e projetos íntimos, encerrando sua carreira com Meu Amigo Hindu, obra de tom confessional e reflexivo.